Oct

19

We, the people, have the power …

by Cláudia Gonçalves

Ainda não tinha oportunidade de deixar o meu comentário pessoal sobre o passamento físico de Steve Jobs. Acho que o termo  se aplica na perfeição, porque há obviamente, o desaparecimento fisíco da pessoa, daqui a uns anos até poucas memórias restarão, mas os frutos da sua genialidade já nos afectaram a todos e continuarão a afectar as gerações futuras.

Ora bem, no dia em que o Steve Jobs faleceu, a caminho do trabalho, logo de manhã cedo resolvi uns problemas via email do meu Iphone com alguém em Hong Kong, portanto, bati a dificuldade da diferença horária e cheguei a minha secretária, liguei o meu MacBook e pude ler a notícia da morte do Steve Jobs, porque ja tinha resolvido tudo o que era de mais urgente.

No dia em que o Steve Jobs faleceu, por mero acaso, falei, através de aplicação do Facebook do Iphone, com um amigo que já não via há dois anos, que por acaso estava na cidade e que, pela oportunidade criada, fomos jantar nesse mesmo dia.

Isto tudo a deliciar-me com a música no meu Ipod…

No dia em que o Steve Jobs morreu devo ter feito coisas utilizando ferramentas em que ele esteve certamente envolvido. Ele lançou a primeira pedra para a revolução dentro da revolução. O génio faleceu, nós vamo-nos, com o tempo, esquecendo o impacto que ele teve nas nossas vidas, mas não nos esqueçamos do seguinte: os génios da humanidade são-no pelos gestos mais simples. Porque trazem ao mundo aquilo que ele tanto anseia e simplesmente recusa aceitar.

Recordo um outro génio da humanidade, meu herói de infância, sábio do mundo e das artes, Charlie Chaplin. Num discurso, apelidado por alguns como o discurso mais belo do mundo, recorda-nos em breves palavras aquilo que resume o acto histórico e humanitário daquilo que foi a vida do Steve Jobs:” The aeroplane and the radio brought us together, the very nature of these inventions cries out for the goodness in Men…”

O desenvolvimento tecnológico de hoje em dia tem todo um principio básico: aproximar o mundo… o telefone, o telemóvel, a internet, computadores, o MIRC, o MSN, o Facebook, o Skype, o Voipbuster, o Whatśup…as aplicações e funcionalidades móveis que nos tornam acessivéis em qualquer lugar a qualquer hora… Este desenvolvimento surge em resposta reaccionária à realidade dos dias. Claro que as pessoas fazem destas coisas aquilo que entenderem. A gestão e a utilização de todas estas ferramentas é da responsabilidade de cada um, e se a mulher anda no facebook a trair o marido, isso não faz dos desenvolvimentos tecnológicos uma coisa má. Apenas revela a personalidade das pessoas. E todas estas coisas revelam o melhor e o pior de nós.

A todos os programadores informáticos, gestores financeiros, malta das limpezas dos escritórios desta gente, pessoas boas e más que contribuiram para o desenvolvimento de máquinas, projectos, coisas e programas informáticos que servem para ligar o mundo, um bem haja, vivos ou falecidos, ajudaram o mundo à sua maneira.

Cabe-nos a nós, agora, que temos o poder, o povo que tem o poder, decidir o que fazer com tudo isto…Em grande ou pequena escala…

Em 1974, num país à maneira mar plantado foi o rádio a tocar canções e cravos em espingardas a fazer a revolução. Em 2011, foi o Facebook a contribuir para a Primavera Árabe…

Deixo aqui uma versão legendada do discurso de Charlie Chaplin no filme O Ditador, considerado um momento marcante da História do Cinema…

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