Jul

05

Estranho-me a mim por não estranhar esta cidade

by Cláudia Gonçalves

Hoje estive com dois amigos da faculdade, o Miguel que mora aqui em Londres e o Manel que está em Amesterdão. Andámos por aí como sempre, andar, ver gente, enfim, a delícia de caminhar em Londres. Confusão de gente como é normal.

Conselho, há dias que não vos vai apetecer enfiar no meio de milhões de pessoas, nesses dias há ruas proibidas em Londres, Leicester Square, Convent Garden, Soho Street, Oxford Street, entre muitas outras.

Enquanto andávamos à procura de um lugarejo para beber um sumo ou ‘granizé’ lá descobrimos uma casa fantástica de crepes baratos. Conversámos, pusémos a conversa em dia e nem parece que já lá vão mais de três anos que não via esta gente.

Depois lá pensámos, vamos até casa do Miguel. Ok, até aqui tudo bem, não fosse a casa do Miguel ser exactamente no lado oposto à Soho Street e estavam milhões de pessoas no mínimo entre nós e a porta de casa.

Soho Pride é apenas e só “the London’s biggest free gay street party“. Pronto e nós tinhamos que a atravessar a meio. Loucos. Insanos. Mas era a única maneira de chegarmos a casa. Atenção eram oito da noite. Não propriamente meia noite ou três da manhã.

Conseguimos apreciar a Soho Pride de um segundo andar. Ver as coisas de cima é sempre outra coisa.

Mas a verdade é que no caminho de volta a casa conclui que o mais estranho de ver aberrações vestidas de aberrações, homens vestidos sabe Deus de quê a fazerem pole dancing nos postes da rua é mesmo eu já não estranhar ver cenas assim. Agora já não sei se isto é mau ou se é bom.

Só vendo para acreditar…E o pior é que eu já não estranho. A bem ver, ao fim de uma semana em Londres já não se estranha nada, estes meninos/meninas ou whatever encostam as meninas/meninos ou whatever da Rua Alexandre Herculano a um canto. Aliás as meninas/meninos ou whatever da Rua Alexandre Herculano parecem uns anjinhos do colégio de freiras ao lado destas.

Pormenor: o belo do casal britânica sexagenário a passear de mão dada pelo meio da rua…e pelo meio de milhões de gays, lésbicas e bêbados meio despidos e outros tantos em pior figura do que se estivessem nús.

PS: Para quem não sabe a Rua Alexandre Herculano é aquela que vai do edíficio da PJ até ao Hospital de Santa Marta que termina na Avenida da

Liberdade, passa pela Universidade Autónoma e antigo Cappuccino…Sim amigos aquela rua principal que é atravessada pela rua do Elefante Branco & C.ia.

Ai meu Deus, que a minha mãe nunca leia este post…que há-de ela pensar????

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